Tabasco é eleito o melhor molho de pimenta por 15% dos paulistanos

Datafolha ouviu moradores da cidade que cozinham pelo menos uma vez por semana

Gabriel Alves
São Paulo

Pegue pimenta-malagueta, adicione sal e deixe envelhecer num barril de carvalho por três anos. Depois é só juntar vinagre e envasar. Voilá: temos um blockbuster dos molhos picantes.

Na estreia da categoria na pesquisa Datafolha, o molho de pimenta campeão é o Tabasco —lembrado por 15% dos paulistanos das classe A e B que cozinham pelo menos uma vez por semana.

Mas não é só a quantidade de capsaicina, substância responsável pelo ardor, que explica o sucesso da marca. “A molécula irrita a boca, só que de uma maneira agradável: ela excita as papilas gustativas e nos faz sentir outros sabores de maneira diferente”, explica John Simmons, membro da sexta geração da família McIlhenny no negócio.

“O molho original tem picância, mas ele tem um sabor além, frutado, de peras ou maçãs. Depois de envelhecer no barril, ele passa a ter um quê de uva-passa”, diz Simmons, que é responsável por toda a produção do molho Tabasco.

O Tabasco chegou ao Brasil em 1933. O país é o terceiro maior mercado de exportação de pimentas nas Américas, atrás de Canadá e México.

Simmons conta que o portfólio da companhia não é hermético e que ele está sempre em busca de inovação. Agora, diz, quer experimentar e conhecer melhor as pimentas típicas do Brasil.

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